Chorei de saudades pelo o que se foi, e pelo que pensei que viria e não veio.
Chorei de saudades de quem eu perdi, chorei de alegria por amigos novos que eu ganhei.
Chorei pelo beijo na face que me fez recordar todo um tempo bom que não volta mais.
Chorei após nossas discussões, onde falamos coisas que nos magoaram.
Chorei por nosso silêncio, que foi mais duro do que qualquer outra palavra, mais frio do que qualquer gesto de indiferença ou abandono.
Chorei pelo que eu disse quando deveria ter me calado.
Chorei por ter ficado calado, quando eu deveria ter gritado, questionado e enlouquecido se preciso fosse.
Chorei de alegria ao te ver dizendo que queria ficar, chorei de tristeza quando você pensou em partir.
Mas sorri.
Sorri após cada tempestade particular em meu céu infinito, quando se abriu um sol novo de redenção.
Sorri por cada vez que te vi, e me veio um sorriso bobo sem explicação.
Sorri diante do novo. Dos segredos. Das surpresas. Das músicas que gosto. Das capas de livros intrigantes.
Sorri de mim mesma, ao descobrir que estava recuperando meu coração. Ao descobrir que minha capacidade de amar ou apaixonar-me estava de volta.
Sorri das nossas brincadeiras, das nossas conversas, dos beijos quentes e carinhosos, dos abraços acolhedores.
Sorri para disfarçar o meu choro, que insistia em vencer-me e correr como lágrimas em meu rosto a fora.
Chorei. Sorri. Chorei mais vezes do que sorri, porque a vida é feita de altos e baixos, infelizmente os baixos se sobressaem. Agora que venham novos sorrisos, novas emoções, novas aventuras, novas amizades, novos amores. Estou precisando equilibrar essa balança chamada VIDA.

Nenhum comentário:
Postar um comentário